Delano
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Delano
“É exatamente pela via do samba — que compartilha terreno com o funk, no gosto popular e na geografia das periferias — que se dá naturalmente o contato entre o cavaquinho e o batidão.”

MC Delano conta que cresceu numa família de músicos, no Conjunto Santa Maria, em Belo Horizonte, ao som do batuque da escola de samba Cidade Jardim nos fundos de casa:
— Sempre ficava ouvindo aquilo, até que pedi pro meu pai me comprar um cavaquinho.

Comecei a fazer aula com meu tio, mas, como ele era taxista e não tinha muito tempo, só fiz três aulas.
Então comecei a ir à escola de samba, ficava olhando os caras tocar e tentava repetir.
Autodidata, aprendeu a tocar 12 instrumentos.

Delano tocava pagode, ao mesmo tempo em que trabalhava como produtor de funk para outros artistas.
Um dia, decidiu juntar as carreiras, e lançou “Na ponta ela fica”, no ano passado, que já trazia o cavaquinho.

Em “Devagarinho”, o artista — que prepara um novo disco para a Warner — seguiu desenvolvendo a fusão, sintetizada num de seus versos:
“É o beat, o grave, o pandeiro e o cavaquinho”.
— Minha inspiração é Cartola, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Ivone Lara, Almir Guineto...
Busco influência nas melodias antigas.
A letra já é outra vibe, mas não uso palavras de baixo calão, baixaria — explica.