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Nechivile | Conheça a banda que está conquistando o Brasil
O Nechivile surgiu em Goiânia no fim dos anos 90 e, de lá pra cá, acumula CDs, DVDs ao vivo e, principalmente, uma base de fãs apaixonados pelo Brasil inteiro. Mas aparentemente os músicos Eduardo Melo, Leo Di Castro e Junior Melgaço não deixam esse sucesso subir à cabeça: eles se orgulham das suas raízes e afirmam ser a banda recordista do Brasil em número de shows dentro do seu próprio estado.

Agora o Nechivile está trazendo toda essa bagagem de shows e estrada ao longo dos seus 17 anos para chegar em uma nova fase da sua carreira. É que, apesar das inúmeras conquistas, o grupo não quer saber de se acomodar: eles estão prestes a lançar um DVD acústico gravado ao vivo em Goiânia e têm muitas novidades que prometem alavancar a banda a um novo nível de reconhecimento no País.

Quer sentir um gostinho do que está por vir? Confira a versão do hit “Por Toda a Vida”, gravada para o DVD:


Ficou com gostinho de ‘quero mais’? Então deixa que a própria banda conta tudinho nessa entrevista exclusiva que eles concederam à Warner. Confira:


Começando pelo início da carreira de vocês… como vocês se conheceram?
Léo conheceu Júnior tocando em uma dupla sertaneja. Na época Léo tocava em uma banda de baile de seu pai. Depois foram tocar juntos nessa banda que não durou muito e se desfez. Glaucio Toledo (empresário) era cantor, tinha uma dupla com seu irmão e era produtor de outra banda de Goiânia.


Falem um pouco sobre como surgiu o nome “Nechivile”.
No início a banda usava uma marca que não a pertencia, pois as pretensões era apenas tocar em bailes. Surgiu então a necessidade de se ter um nome forte que, aliado ao tipo de música que estávamos dispostos a fazer, facilitaria a identificação no mercado musical. Daí Glaucio Toledo pegou uma folha em branco e um lápis em sua casa e começou a desenhar e escrever até chegar em NECHIVILE, uma adaptação à língua portuguesa, de fácil pronúncia, e que se transformou em uma grande identificação.


Quais artistas vocês ouviam na época e que consideram terem sido as principais inspirações para o som do Nechivile?
Zezé di Camargo & Luciano, Chitãozinho & Xororó, Leandro & Leonardo, Chrystian & Ralf, Bruno & Marrone,  Garth Brooks, Alan Jackson, George Strait e Billy Ray Cyrus.


Vocês estão na estrada há bastante tempo e acompanharam várias fases do sertanejo. Como vocês vêem a ascensão do sertanejo universitário no país? Qual a importância do Nechivile nessa história?
Nós, em 2002, lançamos o primeiro CD de Sertanejo Universitário do Brasil. Buscamos letras que falassem de amor de uma forma mais universal, novos compositores que não tinham ainda reconhecimento de mercado, arranjos mais acústicos, melodias fáceis e pegajosas, letras e melodias que soassem mais brandas, menos carregadas no ouvido das pessoas. Letras que falassem diretamente aos jovens, que mexessem com seus sonhos, com seu imaginário, que trouxessem uma energia diferente ao ouvir e cantar as músicas.


O Nechivile segue ganhando cada vez mais popularidade no Brasil. O que mudou no dia a dia de vocês em relação ao início da banda?

Mudou muito! Chegamos a tocar para duas pessoas na cidade de Catalão/GO, e também na cidade de Uruaçu/GO. Depois de meados de 2003, passamos a tocar para 3, 6, 10 mil pessoas que pagavam ingressos para ver o Nechivile. Chegamos a alcançar públicos de 80.000 mil pessoas em festas de peão pelo Brasil afora. As pessoas ouviam a introdução de uma música e já sabiam que era o Nechivile que estava cantando. Passamos a fazer inúmeros programas de TV a nível nacional, como Jovens Tardes, da Globo, Gugu, Raul Gil, Tv Gazeta, Band... tivemos música até no Big Brother Brasil, cantada por Dhomini. Além disso, somos os recordistas em tocar dentro do nosso próprio estado.


Vocês ouvem artistas que não tenham nada a ver com o estilo da música que vocês fazem? Quais?
Ouvimos sim. Bandas de rock internacionais, como Pink Floyd, AC/DC, Nirvana, Michael Jackson.. e outros ritmos, como a MPB: Zeca Baleiro, Lenine, Maria Gadu, Adriana Calcanhoto, Marisa Monte, Caetano, Jorge Vercillo, Djavan, Ed Motta, Cazuza… e também músicas caipiras de raiz e rock nacional, como Capital Inicial, Jota Quest, Skank, O Rappa, Paralamas, Lulu Santos, e muitos outros.


Qual vocês consideram que foi o momento mais importante da carreira da banda até hoje?
Foi em 2005 com o lançamento de nosso primeiro DVD acústico gravado no interior de Goiás.  Esse DVD virou uma verdadeira febre nas cidades do interior de todo Brasil, foi um divisor de águas na carreira do Nechivile. Nosso cachê aumentou consideravelmente, fizemos turnês longas e batemos recordes de público.  Só artistas renomados e de muito peso de mercado tinham DVD em 2005. Foi lindo ver aquilo tudo acontecendo.


Por que a gravação desse DVD foi tão especial?
É um DVD que comemora nossos 17 anos de carreira e traz o que a gente julga ser o melhor que fizemos nesses anos de música. Foi um DVD gravado de forma intimista, com o público bem próximo da gente em um teatro, entre amigos e convidados. Esse DVD tem uma qualidade sonora muito boa, um repertório para todos os gostos, grandes sucessos, músicas inéditas, e traz a nossa cara ao grande público. O principal objetivo deste DVD é mostrar músicas atemporais às gerações mais novas, que se tornam clássicos, e também levar uma cultura musical melhor aos jovens de hoje, além de atingir os grandes centros.


Qual música foi mais emocionante de gravar nesse novo DVD?
“Por Toda a Vida”. A execução desta música foi como se todos tivessem a ensaiado e cantado com uma só voz com bastante força , com a alma. O público cantou com toda  emoção e alegria, querendo participar, querendo dar sua contribuição àquele momento único que estávamos vivendo. Isso é o Nechivile. Juventude, música de qualidade, cultura, emoção. Sem sombra de dúvidas esta música pode se transformar em um grande hino dentro da música sertanejo-universitária do Brasil.